Viagem Convívio 2009 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Domingo, 17 Maio 2009 14:19

logotipo_artigos_assfcartaz_2Mais uma vez, e à semelhança dos anos anteriores a ASSF irá realizar a viagem convívio destinada aos sócios.  O destino escolhido desta vez é o Alto Alentejo, uma região bem próxima de nós mas nem por isso muito conhecida das nossas gentes.  Assim o programa é repartido em 2 partes principais. 

Durante a manhã os participantes serão levados até Alter do Chão para uma visita á Coudelaria de Alter, mas antes, terão ainda uma breve paragem na Ponte Romana de Vila Formosa, lançada sobre a Ribeira de Seda e que ligava o eixo viário militar entre Lisboa e Mérida. Cronologicamente, esta obra situa-se entre os séculos I e II d. C., e a sua planificação revela grande qualidade, quer em termos de solução de engenharia, quer ainda pela sua beleza artística. Com efeito, a sólida ponte está construída em robusta cantaria aparelhada e almofadada, revelando um simétrico equilíbrio e uma indesmentível beleza entre as suas várias partes. Estruturalmente, ela é composta por seis arcos de volta perfeita com 33 aduelas - todos iguais entre si e registando um diâmetro por arco de 8,95 metros -, alternando com cinco olhais porticados.  O comprimento total do seu tabuleiro alcança cerca de 117 metros, atingindo a sua altura máxima 8,40 metros, medida entre as guardas de pedra e a superfície do leito da ribeira.

 

 

 

Depois terá então lugar a visita à Coudelaria de Alter entrando no reino do puro cavalo Lusitano. Com os  seus 300 hectares espalhados por uma paisagem deslumbrante, dedicada à nobreza do Lusitano. Foi nesta antiga Coudelaria Real, fundada em 1748 e tendo por objectivo preparar cavalos para a Picaria Real, que por vontade do rei D. João V se iniciou a sua produção. "Que se conserve sempre pura esta raça", ordenava-se no reino em 1812. Depois de alguns percalços dos tempos, a Coudelaria está revitalizada, mas não pense que virá aqui só para ver a digna raça equídea. No passeio pelas instalações os participantes poderão apreciar, logo à entrada, em painéis evocativos, a história da coudelaria. Nas cavalariças, admirar a altanaria do cavalo Lusitano, ferro Alter Real, aprendendo como se tornam garanhões de excelência e Cavalos de Alta Escola. Eventualmente poderá ainda ser visitada a Casa dos Trens, com a sua colecção de objectos relacionados com a arte da coudelaria. Na Falcoaria, é a vez da tradição da caça. 

Finda a visita à Coudelaria, terá lugar o Almoço, que poderá, de acordo a vontade de cada um ser num restaurante da localidade (pré definido pela organização) ou aqueles que quiserem poderão levar almoço de casa e tomarem a refeição num dos jardins da vila. Da parte da tarde,  os participantes serão levados até à cidade de Portalegre, e onde terão a liberdade para explorar esta antiga cidade , num passeio livre, realizado a pé. Portalegre fica num dos lados da Serra de São Mamede, uma cadeia montanhosa com uma grande variedade de fauna e flora, parte da qual foi declarada parque natural. Animais como águias, veados e javalis selvagens vivem entre florestas de castanheiros e carvalhos, enquanto megalitos indicam que foi povoada em tempos pré-históricos. Portalegre em si é de origem romana, mas apresenta belas casas do período barroco e da Renascença. 

Consoante a vontade de cada um, poderão ser visitados alguns destes locais (ou outros)  a Se Catedral, Templo consagrado a Nossa Senhora da Assunção. Criada a diocese em 1550, iniciou-se a construção da Catedral a 14 de Maio de 1556. A Igreja de Santa Maria a Grande foi então escolhida para servir de Sé até à inauguração do novo templo.  O Museu Municipal possui um riquíssimo espólio proveniente, na sua quase totalidade, de dois antigos conventos de Portalegre, Santa Clara e S. Bernardo, e de doações particulares. Ainda como ponto de interesse, a  Casa Museu José Régio demonstra o gosto muito especial que o poeta tinha em recolher “coisas modestas de arte popular”. Na sua colecção, ao lado de peças de arte sacra peças do dia a dia da vida rural, mas esta colecção ultrapassou largamente os domínios da etnologia e da antropologia cultural.

Finalmente, o regresso a casa será feito via Estremoz, e eventualmente caso exista tempo disponível poderá ser feita uma breve paragem nesta cidade para um lanche. A viagem é da responsabilidade da ASSF, cabendo ao nosso sócio Joaquim Ernesto a organização de todo o programa. Também à semelhança dos anos anteriores, esta viagem só se tornou possível devido ao apoio da Câmara de Coruche, que nos cede o autocarro sem custos. Os participantes deverão inscrever-se no establecimento do Sr. António Abílilo o mais brevemente possível, visto os lugares serem limitados.  A viagem terá um custo de 25 euros por participante, que será entregue a titulo de donativo para a construção do centro de dia.  Este valor não inclui o custo das refeições.   Para mais informações deverá contactar a ASSF Veja aqui o cartaz e o programa completos.  

Actualizado em Terça, 16 Fevereiro 2010 19:42